Toda vez que o proprietário leva seu animalzinho para uma consulta veterinária e recebe a orientação da necessidade da realização de um procedimento cirúrgico ou exames sob sedação, a preocupação é imediata e a primeira pergunta é: “tem risco doutor?”.

Infelizmente, todo procedimento anestésico possui riscos, tanto na medicina humana quanto na medicina veterinária, pois ocorre depressão dos sinais vitais e os fármacos anestésicos são dependentes de alguns órgãos como o fígado e o rim para sua metabolização e eliminação, caso estes órgãos não estejam em perfeita condição fisiológica, o anestésico permanece por um período maior no organismo favorecendo a ocorrência de efeitos adversos. Pacientes com obesidade e doenças crônicas, cardiovascular, endócrina, neurológica, pulmonar, além de hepática e renal também possuem risco adicional.

O risco pode ser minimizado tomando algumas medidas preventivas por parte do proprietário com base em algumas informações que devem ser questionadas antecedentes a cirurgia:

1 )  Presença de um Médico Veterinário Anestesiologista:

 Sempre é recomendado a presença de um médico veterinário anestesiologista durante o procedimento anestésico devido à capacidade técnica, familiaridade farmacológica e treinamento frente a situações emergenciais durante a administração anestésica. O protocolo anestésico torna-se personalizado, pois o anestesiologista realiza o protocolo baseado no histórico do animal, exame clínico, exames pré operatórios e presença de enfermidades concomitantes ou uso crônico de medicamentos.

 2 ) Exames pré operatório:

     É desejável que todo paciente faça um check-up antecedente ao procedimento cirúrgico, pois os exames solicitados fornecem informações importantes para o cirurgião e o anestesista como: anemia (hemograma), sistema imunológico (leucograma), função renal (urinálise, uréia e creatinina), hepática (ALT, F.A), ritmo cardíaco (eletrocardiograma), nível de glicose plasmático (glicemia), etc.

3 ) Tipos de anestesia geral:

Anestesia geral: procedimento realizado com a associação de diferentes fármacos e técnicas de bloqueio local ou locorregional onde o paciente permanece inconsciente, relaxado e com ausência de dor ao estímulo cirúrgico e podem ser:

Dissociativa: anestesia injetável que pode ser utilizada por via intravenosa ou intramuscular pela associação de diferentes fármacos de longa duração de ação que promovem os efeitos acima descritos. Há uma dose padrão para cães e gatos e após a administração do volume calculado não há um perfeito controle sobre sua profundidade anestésica, além de uma recuperação anestésica mais tardia.

Inalatória: técnica anestésica muito utilizada na medicina humana, principalmente na pediatria, devido sua segurança anestésica. A técnica consiste em manter o paciente em plano anestésico com agentes inalatórios como isoflurano e sevoflurano (mesmos fármacos usado na pediatria) e sua segurança é maior do que a anestesia dissociativa devido o efetivo controle da profundidade anestésica, ou seja, caso o paciente esteja num plano profundo, reduzindo a vaporização do anestésico, rapidamente o paciente superficializa até o plano desejado e possui rápida recuperação anestésica, diferente da anestesia dissociativa.

TIVA/AIT: Anestesia intravenosa total. Técnica anestésica mais recente da medicina humana e veterinária que consiste em manter o plano anestésico com fármacos injetáveis de rápida ação. Sua diferença quanto anestesia dissociativa é que por ser utilizada por fármacos de rápida ação, estes são administrados em regime de infusão contínua, favorecendo assim como na anestesia inalatória, controle efetivo da profundidade anestésica e rápida recuperação.

Os animais, além de serem de companhia são para muitas pessoas membros da família e se você considera seu animal como membro da família deve procurar o melhor para ele.  

O Centro Médico Veterinário Vetsan conta com uma estrutura capaz de dar suporte avançado de vida para o paciente, através de uma central de oxigênio, aparelho de anestesia com ventilação mecanicamente controlada, desfibrilador, monitores multiparamétricos para monitoramento das funções vitais do paciente durante a cirurgia, bem como na sala de recuperação cirúrgica, bombas de infusão contínua para o controle exato do volume de fluídos e medicamentos a serem administrados no paciente, maximizando a segurança do procedimento anestésico, além da presença de médico veterinário 24 horas na clínica para dar suporte médico aos nossos pacientes.

Além da estrutura o Centro Médico Veterinário Vetsan conta com um Médico Veterinário Anestesista com 15 anos de experiência na área, residência em anestesiologia veterinária, pós graduação Lato Sensu em cirurgia e anestesiologia veterinária e uma equipe de Médicos Veterinários Anestesistas para suporte anestésico 24 horas, utilizando técnicas anestésicas seguras como anestesia inalatória ou TIVA, associada a bloqueios locais e regionais, minimizando o volume de anestésico geral ofertado, reduzindo assim o risco de intercorrências anestésicas, promovendo maior segurança anestésica, controle da dor e redução do estresse e ansiedade do seu melhor amigo.

Para seu animal, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Ele não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Ele não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem você é por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”  ( Texto adaptado de John Grogan).

 

Jackson Luís Lemos
Médico Veterinário – CRMV/PR 5044
Residência em Clínica, Cirurgia e Anestesiologia de Animais de Companhia (2001 – 2002).
Residência em Anestesiologia Veterinária (2003 – 2004).
Especialização Lato Sensu Cirurgia e Anestesiologia de Animais de Companhia (2003 – 2004).
Médico Veterinário Residente Chefe do serviço de cirurgia da PUC PR (2003 2004)
Diretor de Patrimônio da Associação dos Médicos Veterinários Anestesiologistas do Paraná (2011 – 2012).